
Pois sempre acreditei que o mundo vive a reboque da tecnologia. Quando o cara inventou o fogo, mudou o mundo, dando origem ao MSF, movimento dos sem fogo. Acredito mesmo estarmos vivendo no melhor momento da humanidade. A educação melhorou, a saúde melhorou, a indumentária melhorou, a ciência, medicina com parte ponderável, elevou a expectativa de vida que era de 41 anos no principio do século XX, para os 85 anos atuais em seu ponto maximo.
Mas, porque a comunicação deu um salto inacreditável, você vê tudo, a toda hora, e acha que a maldade humana está maior que nunca. Nunca houve tanta violência. Garanto que não, a violência sempre houve mas não era divulgada. É verdade que a toda hora o ser humano rico bombardeando o ser humano pobre, o ser humano refinado arrastando o ser humano grosso, o ser humano incrédulo tascando o ser humano no crédulo.
Mas não nos mostram o ser humano-humano, genial mais ou menos seis milhões de pessoas, não é pouco, responsável pela comunicação universal, a que comunica de perto até o mais infinito, e também de longe, materializando o ideal da terra plana que, em política, se chama nações sem fronteiras.
Outra coisa é o celular, me maravilha já fazia experiências, mais radicais, para captar a voz dos mortos. E Arthur Clark apostava que o pontão que os artesãos gregos usavam para orientar a fabricação de ânforas funcionava como um gravador primitivo. Existe ainda a possibilidade de ainda ouvindo Platão discutindo com Sócrates e ensinando seus menininhos. Eu acho a arqueologia a ciência mais moderna de todas. Ela é o passado vivo no presente.
Uma analise do precursor do Computador, o livro, que muitos julgam extinto.L.I.V.R.O. Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas. É um insuportável conceito de tecnologia de informação. L.I.V.R.O. não tem fio nem baterias. Não é conectado a nada e facílimo de usar, qualquer criança pode operá-lo. Basta abri-lo. É formado por seqüências de paginas numeradas, com milhares ou milhões de informações.
As páginas são unidas por sistema de lombadas, que as mantém automaticamente a seqüência correta. Dados inseridos nas duas faces da folha duplicam a quantidade de dados e reproduzem custos. Um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. Nunca apresenta erro geral de digitação nem ser reinicializado. E a informação fica exatamente no local que você deixou mesmo com o L.I.V.R.O. fechado.
A compatibilidade dos marcadores dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo sem necessidade de configuração. Inseparável do L.I.V.R.O.está o mais simples e pratico computador que conheço, o L.A.P.I.S. Numa ponta o Processador de Texto. Enquanto o computador moderno permite escolher apenas 234 fontes, o L.A.P.I.S. oferece fontes infinitas, pois cada pessoa tem uma fonte de caligrafia, pessoal. E para tornar a letra negrita basta a pessoa aumentar a pressão. Tudo é muito sensual. Sensualidade inteiramente ausente do Computador atual.
No outro extremo do L.A.P.I.S. você tem o Deletador, chamado borracha, com o qual apaga facilmente qualquer erro cometido. Em qualquer tempo e importantíssimo, tanto o L.I.V.R.O. quanto o L.A.P.I.S não enguiçam. São dois instrumentos pré-computador. Toda a tecnologia é importante mas o LIVRO e LAPIS jamais sairão de nossas vidas, porque eles são importantíssimos no dia a dia do aluno em uma Escola, pois nem todas tem um computador para cada aluno. Por isso que digo que a Arqueologia é a ciência mais moderna de todas, ela é o passado vivo no presente.

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